O Garoto no Convés – John Boyne

No meu aniversário (agosto) ganhei dois livros da minha madrinha, O Garoto no Convés e O Ladrão do Tempo, demorei bastante tempo pra decidir qual livro ia ler, e depois que decidi -O Garoto no Convés- enrolei um monte para começar a ler, e depois que comecei a ler, dei pausas infinitas, demorei horrores, e foi assim, que li esse livro em 2 meses. Sim demorei muito, mas terminei de ler.
Mas em nenhum momento achei o romance chato ou cansativo. Foi pura preguiça mesmo :p Quem nunca?!
Então hoje venho aqui, falar para vocês sobre esse livro maravilhoso!
Sim, a cada livro do John Boyne que leio, mais apaixonada eu fico por ele! E ainda vou ler todos os seus livros.

Então, vamos lá 😀

Sinopse: “Em O Garoto no Convés, a expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um jovem de Portsmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte no orfanato em que vive e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta: em vez de ficar encarcerado, ele embarcaria no Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado Capitão William Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade, mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades intransponíveis, cenários exóticos e ligações de lealdade, paixão e sobrevivência.

Autor: John Boyne
Tradutor: Luiz A. de Araújo
Ano: 2008
Editora: Companhia das Letras
Página: Muitas
Classificação:
c-Maravilhoso

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E ai amores, quanto tempo que eu não trago uma resenha aqui hein ?! Mas também, demorei horrores para terminar de ler esse livro :p

John Jacob Turnstile, um menino de 14 anos que teve uma vida sofrida. Foi abandonado pelos pais quando neném e vivia nas ruas, até que foi resgatado pelo senhor Lewis, e foi levado para o estabelecimento onde viviam vários outros meninos da sua idade e adolescentes. Eles recebiam comida e uma cama para dormir, para quem vivia nas ruas isso era o paraíso, e em troca, os meninos roubavam e vendia as coisas roubadas e entregavam o dinheiro para o Sr. Lewis, já da pra perceber que bom senhor ele não era, né?!
Bem, um certo dia, o destino faz com que Turnstile encontre Zéla, após uma conversa, Turntile furta o relógio do sr. Zéla, que gera um grande confronto e leva ao julgamento de Turnstile.
Turnstile pega 12 meses de prisão, quando no último momento, o Sr. Zéla o “salva”, na verdade, ele faz uma proposta para o jovem Turnstile: “12 meses de prisão ou 2 anos a bordo em um návio em uma missão ao rei.”.
Turnstile prefere ir a bordo no navio, Bounty, onde vive grandes emoções.
Durante a história, podemos perceber claramente o amadurecimento de Turnstile, embora ele seja o mais novo e que tenha um cargo inferior a todos no navio, durante toda a viagem ele vai crescendo e aprendendo, em algumas ocasiões Turnstile era ousado/rebelde, mas na hora de baixar a guarda ele baixava, sempre foi fiel ao capitão, afinal, o capitão foi um cara muito bom para ele. Turnstile também é um bom observador, sabia quem valia a pena e quem não valia um centavo. 
*Aqui vai um pouco de spoiler*
A missão do Bounty era ir até a ilha de Otaheite (Taiti), colher mudas e fruta-pão para alimentar os escravos do Caribe. Os marinheiros ficaram alguns meses na ilha. O capitão deu a eles liberdade para ter relações com as belas mulheres e comida a vontade, desde que eles fizessem um bom trabalho, sem corpo mole enfim, todas essas coisas que você já deve saber.
Os marujos tiverem uma excelente estadia na ilha, inclusive Turnstile viveu um pequeno romance, mas perto de chegar a hora de zarpar, alguns marinheiros fugiram e a pena de fuga era a morte. 
Bem, depois que eles fugiram, o Capitão ficou furioso e as últimas semanas na ilha foram bastante rigorosas, os marinheiros não tinham mais liberdade e nem podiam ficar na ilha, apenas para ir colher a fruta-pão. Os fugitivos foram capturados, a pena de fuga é a morte, mas o capitão os livrou da morte e os castigou apenas com chibatadas.
Após a fuga, alguns marujos, incluindo oficiais, organizaram um Motim, pois eles queriam uma vida boa na ilha, com suas mulheres. O capitão e mais 18 homens fiéis a ele, foram mandados para uma lancha que cabiam apenas 8 pessoas, e foram embora. A viagem de volta foi bastante difícil, dos 19 homens, 6 morreram. Passaram fome, sede, frio e muitas situações complicadas. Mas chegaram na Inglaterra e enfim, já contei bastante :p
*Aqui acaba o spoiler*
Confesso que eu não sabia que a história sobre o Bounty era real. Eu descobri ao final da leitura após algumas pesquisas aos livros que o autor usou como referência. E sim, fiquei chocada!
Fiquei feliz em saber que os principais personagens era real, menos o Tutu 😦
Final feliz?! Não sei, mas é uma história bastante comovente, surpreendente e também bastante divertida 🙂 
Lealdade, essa é a palavra que define John Jacob Tunrstile ❤

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