[Resenha] O Sol É Para Todos por Harper Lee

Sinopse:Considerado um dos romances norte-americanos mais importantes do século XX, O Sol é para todos surpreende pela atualidade de seu enredo e estilo. A lamentável permanência do tema, o racismo, percorre a narrativa de Scout, criança sensível, filha do advogado Atticus Finch, responsável pela defesa de um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca em Maycomb, pequeno município do Alabama, no sul dos Estados Unidos, no início dos anos 1930.
Os sentimentos que cercam a família e a cidade de Scout – desde que Atticus se dispôs a cuidar do famigerado caso – são nossos velhos conhecidos: preconceitos racial e social, conformismo diante das injustiças e a mais pura malícia destilada em relações banais e familiares. Apesar da crua humanidade desses personagens, Scout enxerga a realidade com o frescor dos olhos infantis, e conta sua história, deixando um improvável rasyto de esperança.
Scout narra a rotina de um ambiente rural e pacato, as férias de verão com o irmão, Jem, e o melhor amigo deles, Dill, a curiosidade com os vizinhos, as travessuras inventadas, as aventuras na escola e a vida em família. O conjunto de pequenos casos nos transporta a um lugar de aparente quietude. No entanto, esse suposto relaxamento se transforma em desespero quando vemos a reação da população de Maycomb diante da denúncia contra Tom Robinson.
O Sol É Para Todos ganhou o Prêmio Pulitzer em 1961 e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, em 1962.
Lançado pela primeira vez em 1960, até hoje vende mais de um milhão de cópias por ano em língua inglesa. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
Autora: Harper Lee
Tradutora: Beatriz Horta
Ano: 1960
Editora: José Olympio
Página: 349
Classificação:
c-maravilhoso

dsc_0271O Sol é Para Todos é um livro que tem como tema principal o racismo. É narrado pela pequena Jean Louise, ou simplesmente Scout. Uma garotinha de 6 anos que vive com seu pai, Atticus Finch, seu irmão Jem Finch e a babá Calpurnia, na pequena cidade de Maycomb no Alabama.

O livro é dividido em duas partes. A primeira parte se passa nas férias da escola, quando Dill, o sobrinho da vizinha, vem passar as férias com a tia. Eles passam as férias inteira tentando fazer com que o misterioso vizinho, Arthur Radley, ou Boo, saia de casa. E durante essas fantasias, eles acabaram criando um vizinho assustador. No decorrer dessas brincadeiras, nós vamos percebendo o perfil da sociedade em que Scout vive.
A segunda parte do livro é quando o bicho pega. A história aconteceu na década 30, onde apesar de não existir mais escravos, o racismo ainda estava presente na sociedade (e infelizmente, hoje em dia também).
Atticus Finch, advogado, foi escolhido para a defesa um negro que teria sido acusado, injustamente, de estuprar uma moça branca. E o assunto do momento em Maycomb se transforma em o cara que “adora negros”, “amigo dos negros”, enfim. E as crianças acabam sofrendo muito com isso, uma vez que acabam vivenciando o racismo sem ao menos entender sobre o que se trata.

Sobre o feriado ❤

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Foi um livro que eu levei um certo tempo para começar a ler, mas depois que comecei, li ele em quase uma semana. É uma história apaixonante, e nos envolve de uma maneira linda como o coração da pequena Scout – apesar de ser um pouco barraqueira–. É um assunto epidêmico, de um fato que ainda existe nos dias de hoje. Pois é, o livro foi escrito na década de 60, estamos em 2016 quase 17, e ainda ocorre casos semelhantes a história. Isso me faz pensar se o ser humano realmente evolui. Quando eu terminei de ler o livro e depois que eu assisti ao filme eu me senti profundamente triste, pois podem passar anos e anos e anos e anos e continuamos vivendo os mesmos preconceitos e parece que essa barreira nunca vai ser quebrada.
Sabe aquela história, “O homem só quer enxerga o que ele quer ver” ? Durante a defesa de Atticus Finch, apesar de ele ter apresentado todas as provas possíveis de que Tom Robinson era inocente, o júri só pensou em: ”afinal, ele é negro” ps.: isso não é spoiler. E isso foi, e é uma atitude muito triste. Acho que devemos sempre levar em consideração todos os fatos ali apresentados para tirarmos uma conclusão das coisas.

#osoléparatodos #harperlee #livros #leitura

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Enfim, acabei falando demais da minha impressão pessoal, rs.

Espero que tenham gostado, quem já leu esse amor de livro, comente aqui sua impressão.

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